sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Clay Regazzoni : o suiço italiano


Talvez muitos que tivessem ouvido falar em Gianclaudio Regazzoni sentiram uma facada no peito quando souberam que no dia 15 de dezembro de 2006 encerrava-se a vida de um grande mito da Fórmula 1 em um acidente de carro.

Carro. A maior das paixões desse suíço nascido em Lugano, nas proximidades da fronteira da Suíça com a Itália, mas considerado italiano pelos tifosi quando foi efetivado na Ferrari em 1970, entretanto, ele sempre se manteve suíço, até no capacete.
A primeira vitória de Regazzoni veio durante sua primeira temporada na Fórmula 1 em 1970, quando ele venceu o GP da Itália em Monza ao volante de uma Ferrari 312B. Embora só tenha competido em oito das 13 corridas daquele ano, ele terminou em terceiro no campeonato, atrás do seu companheiro de equipe Jacky Ickx e do falecido Jochen Rindt, que ganhou o campeonato daquele ano de forma póstuma,após se envolver num acidente que tirou sua vida na mesma pista.

Depois de duas temporadas na Ferrari, Regazzoni mudou-se para a BRM, onde fez parte de uma equipe que incluía Jean Pierre Beltoise e Niki Lauda. Em 1974, a Ferrari decidiu chamar Regazzoni de volta. Ele aceitou imediatamente e sugeriu a Enzo Ferrari que também chamasse Niki Lauda. Regazzoni e Lauda, juntamente com o chefe de equipe Luca Cordero di Montezemolo e o diretor técnico Mauro Forghieri, formaram uma parceria bem-sucedida que gerou 15 vitórias, dois títulos de construtores, e um campeonato para Lauda, em 1975.A melhor temporada de Regazzoni foi em 1974, quando ele perdeu o campeonato para Emerson Fittipaldi por somente três pontos. Na segunda metade dos anos 1970, Regazzoni participou das 500 milhas de Indianápolis com a McLaren e dirigiu para equipes médias da Fórmula 1 como a Ensign e a Shadow, até que Sir Frank Williams ofereceu-lhe novamente uma vaga competitiva em um de seus carros, em 1979. Regazzoni pagou o favor dando-lhe a primeira vitória da equipe em Silverstone, mas foi substituído por Carlos Reutemann ao fim da temporada.

Em 1980 ele sofreu um acidente durante o Grande Prêmio dos Estados Unidos, disputado em Long Beach, quando os freios de seu Ensign falharam no fim de uma reta de alta velocidade. Seu carro bateu em grande velocidade contra a Brabham do argentino Ricardo Zunino, que estava parado no canto de uma área de escape, incendiando-se em seguida. O acidente deixou Regazzoni paralisado da cintura para baixo. Desde então, ele se dedicou a ajudar portadores de deficiência física a obter igualdade de oportunidades, além de continuar competindo em competições com carros históricos, sua grande paixão. Um instigante relato de sua vida pode ser encontrada em sua autobiografia "È questione di cuore" ("É um assunto do coração") publicado em meados dos anos 1980. No final da vida Regazzoni dividia seu tempo entre Mônaco e Lugano, e ocasionalmente fazia comentários para canais de TV suíços e italianos.

Que dia ingrato aquele 15 de dezembro de 2006, veio a falecer depois que seu automóvel colidiu com um caminhão na região oeste da cidade de Parma, no norte da Itália. Regazzoni tinha 67 anos. A morte de Clay causou grande comoção entre os fãs do automobilismo e antigos companheiros, entre els Emerson Fittipaldi e Niki Lauda, já que era tido como um dos grandes ídolos da Fórmula 1.

Life : A Ferrari as avessas

Não é exagero dizer que a Life foi a pior equipe que já presenciamos na F1. Mas muitos vão dizer que tivemos a Lola-Mastercard, ou a Andrea Moda... Porém a Andrea Moda ao menos foi para o grid uma vez, e a Lola-Mastercard desistiu logo cedo. Afinal, quem persistiria quase em um campeonato inteiro com um pesado e fraco motor, praticamente prototipado? Só a Life. Quem chamaria um piloto já aposentado da F1 para correr novamente num projeto horrível? Bruno Giacomelli foi o "contemplado"... hoje em dia, isso seria tão estranho quanto contratar Jean Alesi para correr. Apesar de todo o fiasco, a persistência da Life chamou atenção na época. Os mais despercebidos seque sabiam que ela existia, afinal não são todos que assistem os treinos livres, e muito menos assistiam as pré-qualificações oriundas daqueles tempos. E quem dos desavisados não confundiam ela com a Ferrari? E quem não ficava com pena em todas as vezes que ela acelerava a 'incríveis' 250KM/H até o motor estourar? As perguntas eram infinitas diante de uma scuderia tão obscura. A verdade é que a Life foi o reflexo do que era a F1 no passado: Sonhos existem, e servem para serem perseguidos.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O 2º lugar vitorioso

Como esse fim de semana teremos o GP da Hungria, lembremos do GP que sem a menor duvida, jamais esqueceremos.

Tudo estava indo bem naquela corrida de Hungaroring para Damon Hill e a sua Arrows, foi bem na classificação e não tardou para ser o primeiro, tudo ia bem até a ultima volta, a ingrata transmissão emperra na segunda marcha. Obrigando Damon a arrastar o carro pela ultima volta pelo circuito, desespero e frustração atingiriam um piloto numa hora dessas, mas Hill não se abateu e prosseguiu, lutando, levando o carro, torcendo para não estourar de vez a transmissão e Villeneuve se aproximando. A cada tentativa frustrada de tentar fazer a transmissão funcionar a força, mais Villeneuve chegava perto até a Williams azul e branca passar por ele, aquela ingrata Williams que o abandonou para a temporada 97, porém foi a equipe em que ele havia conquistado o titulo no ano anterior, apesar do acontecido ele foi segundo colocado, mas talvez tenha sido o segundo lugar mais vitorioso de toda a F-1.

sábado, 24 de maio de 2008

Barbeiragens em monaco

Para descontrair antes da corrida, uma sequência de barbeiragens cometidas nas ruas do principado de Mônaco. Tem batida para todos os gostos: envolvendo campeões mundiais, em treino, sozinho, com um monte de carros, etc... A mais clássica de todas. A batida em 1989 entre Nélson Piquet e Andrea de Cesaris no Loews, a curva de 180°da F-1. Só faltou o Piquet e o De Cesaris descerem do carro e caírem no soco...

Acho que o Piquet fez o que todo mundo sempre quis fazer com o De Cesaris: avacalhar uma corrida dele do mesmo jeito que ele fazia com os outros. Parece uma discussão de trânsito e não uma corrida de Fórmula-1... E uma dúzia de carros esperando para poderem passar...
O péssimo brasileiro Ricardo Rosset . Nos treinos classificatórios do GP de 1998, ele vai dar meia-volta depois de rodar sozinho e faz uma cagada,tenta chegar aos boxes pelas arquibancadas...depois disto, ele ficou fora dos 107% e não largou na corrida.Neste mesmo dia, ele cometeu outro erro inacreditável: passou reto em uma curva, colocou a ré e... não tirou! Foi voltando, voltando, voltando até "lembrar" de colocar o "morto", a primeira marcha e aí sim andar para FRENTE. Acho que ele queria dar a volta inteira em marcha ré...
Batida na clássica Saint-Devôte, largada do GP de 1980. O irlandês Derek Daly decola após um acidente causado pelo então novato Alain Prost. Que tocam rodas,sendo pior para o Irlandês,que sai voando e para no meio da curva,atrapalhando todos.
Outro momento engraçado, desta vez na Mirabeau causado pelo holandês Chrjstian Albers em 2005,onde ele roda sozinho e para no praticamente do meio da pista,imagine então Mônaco sendo estreita e com um carro cobrindo boa parte da pista,ficou intrafegável a área.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Juan Manuel Fangio : O melhor da história


"Fui apenas um corredor de automóveis. Não fiz nada para o bem da humanidade", disse aos 80 anos, o argentino Juan Manuel Fangio, o melhor piloto de Fórmula 1 da história. Nas oito temporadas que participou, ganhou cinco títulos mundiais e dois vices. Ele correu 51 Grandes Prêmios, teve 24 vitórias, 28 pole-positions.

Juan Manuel Fangio (Balcarce, 24 de junho de 1911 — Buenos Aires, 17 de julho de 1995) É considerado por muitos o melhor piloto da história da Fórmula 1, não apenas por seu excepcional talento, mas também pelo altíssimo nível de seus adversários.

Começou a pilotar carros de corridas aos 23 anos, um Ford emprestado por um amigo. Devido à oposição dos familiares, que temiam por sua segurança, Juan decidiu parar com as corridas e dedicar-se a ser mecânico. Em 1938, porém, com a ajuda de um dos irmãos, construiu um carro para competir em Necoches e chegou em sétimo lugar. Passou a correr regularmente. Teve seus bons e maus momentos, mas faltava dinheiro. Então os moradores de sua cidade natal, Balcarce (a 400 quilômetros de Buenos Aires), o ajudaram a comprar um velho Chevrolet para corridas de longa duração.

A Segunda Guerra Mundial interrompeu as corridas. No pós-guerra, porém, o governo argentino patrocinou uma escuderia na Europa. Como os resultados não foram bons, Juan Manuel Fangio resolveu voltar à sua terra.

No inicio dos anos 1950, ele recebeu um convite para integrar a equipe oficial da Alfa Romeo no campeonato mundial da Fórmula 1. Conseguiu vice-campeonato. Em 1951 foi campeão mundial, com vitórias na Suíça, França e Espanha. No ano seguinte, a Alfa Romeo se retirou da competição e Juan foi para a BRM (British Racing Motors), um carro com motor mais veloz que as Maserati e Ferrari da época, mas sem chassis adequado para suportar sua força.

Sofreu um acidente grave. Ficou 40 dias internado e cinco meses com o pescoço e o tronco imobilizados. Só voltou às pistas em 1953, quando ganhou o GP da Itália e ficou em segundo na França, Inglaterra e Alemanha.

Conquistou o segundo título em 1954, depois de vencer duas corridas com uma Maserati e quatro com uma Mercedes. No ano seguinte, levou seu terceiro título mundial. Em 1956, ele passou a correr pela Ferrari e voltou a conquistar o campeonato.

Disputou novamente em 1957 pela Maserati, Venceu na Argentina, em Mônaco, na França e na Alemanha, onde confirmou seu quinto campeonato mundial. Como pentacampeão, disputou ainda algumas corridas na temporada de 1958, mas resolveu parar.

Lutando contra um câncer, morreu logo depois de completar 84 anos. A doença e problemas cardíacos venceram um dos maiores pilotos de todos os tempos.
Sua morte é considerado pelos fãs do automobilismo como uma das maiores ( senão a maior) das perdas no mundo do automobilismo, apesar de ter morrido há quase 13 anos, seu posto de melhor do mundo segue inabalável.

quarta-feira, 12 de março de 2008

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Moco:O brasileiro desconhecido

Quando se pergunta a um brasileiro comum quem do brasil pilotou na F-1 na decada de 70 prontamente lhe respondem Fittipaldi, mas poucos lembram do José Carlos Pace, ou simplesmente Moco. Para quem não o conhece (ainda) lhe apresento, com vocês o Pace:

Pace estreou no automobilismo em 1963, disputando corridas de turismo no Brasil, categoria na qual ascendeu rapidamente. Em 1970 foi para a Europa, onde foi campeão inglês de Fórmula Três. Em 1971 venceu o GP de Ímola de Fórmula 2. Através dessa vitória, conseguiu um convite para integrar a equipe de Protótipos da Ferrari na temporada de 1972, tendo como melhor resultado o segundo lugar nas 24 horas de Le Mans.

No mesmo ano Pace ingressou na Fórmula 1, correndo pela ainda modesta equipe Williams. Utilizava carros March e ocupava geralmente as últimas posições. Mesmo assim, Pace pontuou duas vezes, terminando o campeonato em 16º lugar, com três pontos.

No ano seguinte disputou a Fórmula 1 pela equipe Surtees, terminando o campeonato em 11º lugar, com 7 pontos. O anuário Autocourse considerou Pace o quarto melhor piloto do mundo, atrás apenas de Jackie Stewart, Ronnie Peterson e Emerson Fittipaldi. Em 1974 Pace trocou a Surtees pela Brabham no meio da temporada, e terminou o campeonato em 12º lugar, com 11 pontos.

Em 1975 veio a consagração. Disputando pela Brabham, Pace fez sua melhor temporada no automobilismo. Além da Fórmula 1, participou do Campeonato Brasileiro de Turismo e sagrou-se campeão do grupo 1. Venceu também as 25 horas de Interlagos. Mas seu principal feito na temporada veio no segundo GP de 75, no Brasil. Pace venceu a corrida, fazendo dobradinha com Emerson Fittipaldi. Terminou a temporada em 6º, com 24 pontos.

O campeonato de 76 não foi muito bom para Pace, devido aos motores Alfa Romeo, que eram pesados e gastavam muita gasolina. Ele não pôde fazer mais do que 7 pontos, conseguindo o 14º lugar. No ano de 1977, o segundo lugar no Grande Prêmio da Argentina foi o último pódio de José Carlos Pace, que participou de mais duas corridas, Brasil e África do Sul, sem pontuar. No dia 18 de março de 1977, o avião em que viajava bateu numa árvore e Pace morreu na queda.Em 26 de dezembro de 1985 Interlagos ganhou o nome de Autódromo Municipal José Carlos Pace, uma homenagem mais do que justa a uma grande promessa do automobilismo brasileiro, que teve sua carreira interrompida brutalmente em 1977.

Quem sabe se a carreira dele tivesse prosseguido não poderiamos ter 4 brasileiros no Hall dos campeões da F-1

Balanço da Carreira


GPs (presenças): 73
GPs disputados: 71
Não largou: 1
Vitórias: 1
Lugares do Pódio: 6
Pole positions: 1
1ª fila: 7
Voltas mais rápidas: 5
Pontos: 58
Voltas percorridas: 3.242
km percorridos: 15.767
G.P. na liderança: 7
Voltas na liderança: 50
km na liderança: 294