domingo, 28 de outubro de 2007
2008 - o quê esperar?
Como será a disputa interna na Ferrari?
Será que Kimi Raikkonen terá todos os privilégios que o Alemão Michael Schumacher teve sobre Barrichello, ou será uma disputa mais limpa com Felipe Massa, como na época de Jody Sheckter e Gilles Villeneuve?
E a McLaren?
Quem será o companheiro de Lewis Hamilton? Alonso fica ou sai? Nico entra? A equipe mantém o bom desempenho?
BMW cresce?
De Aspirante a brigar por corridas? Ou por título? Pilotos tem.
Renault volta?
Alonso chega? Nelsinho entra? Fisico Desempregado? Heikki na Williams?
a F1 vive um mundo de incógnitas a cada pré-temporada, e nos resta apenas esperar.
A sorte está lançada!
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Equipe da Semana - Arrows
A equipe Arrows Grand Prix International foi fundada em 1977, por um grupo de investidores italianos: Franco Ambrósio (A), Alan Ress (R), Jackie Oliver (O), Dave Wass (W) e Tony Southgate (S) quando Oliver, Wass e Southgate deixaram a equipe Shadow.
A equipe começou
Em 1984, com motor BMW e patrocínio da empresa de cigarros Barclay, a equipe conseguiu o 9º lugar no campeonato de construtores e 8º no ano seguinte. Em
A equipe Arrows Grand Prix International foi fundada em 1977, por um grupo de investidores italianos: Franco Ambrósio (A), Alan Ress (R), Jackie Oliver (O), Dave Wass (W) e Tony Southgate (S) quando Oliver, Wass e Southgate deixaram a equipe Shadow.
A equipe começou
Em 1984, com motor BMW e patrocínio da empresa de cigarros Barclay, a equipe conseguiu o 9º lugar no campeonato de construtores e 8º no ano seguinte. Em
O empresário japonês Kazuo Ito investiu na Arrows em 1990 e o carro passou a utilizar o logo Footwork International Inc. A equipe foi oficialmente renomeada Footwork em 1991, firmando um acordo para correr com os motores da Porsche, o que gerou resultados desastrosos e em 1992 trocaram para o Mugen. A Arrows manteve o nome Footwork até a temporada de 1996, quando retornou ao nome original. Em março de 1996, Tom Walkinshaw comprou uma participação na equipe. Em setembro, Walkinshaw assinou com o campeão mundial Damon Hill e contratou o milionário Brasileiro Pedro Diniz para ajudar a pagar pelo Campeonato Mundial. A equipe quase conseguiu uma vitória inaugural no GP da Hungria, quando uma combinação de eventos na corrida levou Hill a liderar, mas uma falha no câmbio nas últimas voltas da corrida o deixou
Arrows A21
Na temporada de 2000, Jos Verstappen retornou à Arrows ao lado de Pedro de
Uma mudança para Asiatech V10 em 2001 e a perda de muito pessoal deixou a equipe fraca
A equipe lutou por toda a temporada e Verstappen marcou os únicos pontos da equipe na Áustria. Em 2002, Tom Walkinshaw fez um acordo para usar motores Cosworth V10 e reteve Bernoldi (com o apoio da Red Bull) mas desistiu de Verstappen em favor de Heinz-Harald Frentzen, que se tornou disponível quando a Prost fechou. A equipe ficou sem dinheiro no meio da temporada e não conseguiu aparecer em todas as corridas no final do ano. Como resultado ela foi à liquidação no final da temporada.
Um detalhe doloroso é que foi oferecido à Verstappen um contrato teste naquele mesmo ano na Ferrari, mas ele recusou a oferta porque ele respeitou o seu contrato com a Arrows.
Em
Os chassis e os direitos de propriedade intelectual pelo chassis foram mais tarde comprados por Paul Stoddart, e depois passados à equipe Minardi como um potencial substituto para o chassis de sua própria equipe. A equipe Super Aguri comprou os carros de 2002 e usou-os no começo da temporada de 2006.
Em sua história, a Arrows estabeleceu um recorde nada invejável de 368 corridas sem vitórias.
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Piloto da Semana:Jacques Laffite
Laffite estreou na Fórmula 1 em 1974 para Iso Marlboro, equipe dirigida por Frank Williams. No ano seguinte competiu para a mesma equipe, chamada agora Williams, marcando apenas um 2º lugar no Grande Prêmio da Alemanha, disputado em Nürburgring.
Em 1976, mudou para a equipe francesa Ligier, conseguindo 20 pontos e um pódio no Grande Prêmio da Itália. Sua primeira vitória foi em Grande Prêmio da Suécia de 1977.
A temporada de 1979 abriu com duas vitórias de Laffite nos primeiros dois GPs, na Argentina e no Brasil. Mas a falta de recursos financeiros não foi suficiente para a pequena equipe francesa enfrentar as mais bem estruturadas Ferrari, Williams, Brabham e Renault. Laffite conseguiu como melhor colocação ao fim do campeonato a 4ª posição nos campeonatos de 1979, 1980 e 1981. Neste ano, chegou à última corrida em Las Vegas disputando o título com Carlos Reutemann, da Williams, e com Nelson Piquet, da Brabham. Uma troca de pneus acabou tirando suas chances e o título foi para o brasileiro.
Disputou as temporadas de 1983 e 1984 pela equipe Williams, mas não obteve sucesso. Em 1983, equipe tinha apenas o antigo motor Ford para enfrentar os possantes motores turbo; no ano seguinte, os novos motores turbo da Honda se revelaram muito frágeis para resistir às corridas. Além disso, o primeiro piloto, o finlandês Keke Rosberg, recebia tratamento preferencial da equipe.
Voltou à equipe Ligier e conseguiu três pódios. Em 1986, vinha fazendo uma temporada muito boa mas sofreu um acidente no Grande Prêmio da Inglaterra e quebrou os dois pés, obrigando-o a parar de correr na Fórmula 1.
Recuperou-se dos ferimentos e competiu mais tarde em carros de turismo. É agora um comentarista de televisão para a televisão francesa TF1.
Laffite competiu para 176 GPs, marcando 6 vitórias, 32 pódios, 7 pole positions, 6 voltas mais rápidas e 228 pontos totais.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
O Monte Carlo
A pista de Monte Carlo, no Principado de Mônaco, é única. Nenhum outro circuito de rua, é tão perigoso, e de ultrapassagem quase impossível. Porém o charme, e um montão de dinheiro em prêmios, dessa pista supera todas as dificuldades. Quase sempre quem vence nesse circuito, vence o campeonato. Desde sua inauguração em 1950, apenas 9 pilotos que lá venceram não conquistaram o campeonato daquele ano. É a única pista da F-1 que tem um túnel, que na verdade é um dos pouquíssimos pontos onde dá para ultrapassar - mas só com muito ímpeto e arrojo, é verdade.
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
domingo, 21 de outubro de 2007
Troféu Blog Tonella Racing Team
RAIKKONEN CAMPEÃO

Parabens ao homem de gelo e principalmente à Ferrari,que acertou em cheio a sua estratégia para dar o titulo de pilotos ao finlandes,que mereceu esse troféu,e principalmente a Ferrari,que foi a equipe que mais se portou como equipe que a McLaren,se o massa nao venceu hoje,ano que vem quem sabe,Raikkonen retribui o favor de ceder a posição?
sábado, 20 de outubro de 2007
Massa é Pole!!!!!
1. Felipe Massa (BRA/Ferrari): 1min11s9312. Lewis Hamilton (ING/McLaren Mercedes): 1min12s0823. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari): 1min12s3224. Fernando Alonso (ESP/McLaren Mercedes): 1min12s3565. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault): 1min12s9286. Nick Heidfeld (ALE/BMW-Sauber): 1min13s0817. Robert Kubica (POL/BMW-Sauber): 1min13s1298. Jarno Trulli (ITA/Toyota): 1min13s1959. David Coulthard (ESC/Red Bull Renault): 1min13s37210. Nico Rosberg (ALE/Williams Toyota): 1min13s477
11. Rubens Barrichello (BRA/Honda): 1min12s93212. Giancarlo Fisichella (ITA/Renault): 1min12s96813. Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso Ferrari): 1min13s05814. Vitantonio Liuzzi (ITA/Toro Rosso Ferrari): 1min13s25115. Ralf Schumacher (ALE/Toyota): 1min13s31516. Jenson Button (ING/Honda): 1min13s469
17. Heikki Kovalainen (FIN/Renault): 1min14s07818. Takuma Sato (JAP/Super Aguri Honda): 1min14s09819. Kazuki Nakajima (JAP/William Toyota): 1min14s41720. Anthony Davidson (ING/Super Aguri Honda): 1min14s59621. Adrian Sutil (ALE/Spyker Ferrari): 1min15s21722.Sakon Yamamoto (JAP/Spyker Ferrari): 1min15s487
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Resultados do Treino-livre
1. Lewis Hamilton (McLaren) - 1:12.767
2. Fernando Alonso (McLaren) - 1:12.889
3. Felipe Massa (Ferrari) - 1:13.075
4. Kimi Räikkönen (Ferrari) - 1:13.112
5. Giancarlo Fisichella (Renault) - 1:13.549
6. Robert Kubica (BMW) - 1:13.587
7. Nico Rosberg (Williams) - 1:13.655
8. Kazuki Nakajima (Williams) - 1:13.664
9. David Coulthard (Red Bull) - 1:13.706
10. Nick Heidfeld (BMW) - 1:13.785
11. Ralf Schumacher (Toyota) - 1:13.829
12. Heikki Kovalainen (Renault) - 1:13.879
13. Rubens Barrichello (Honda) - 1:13.892
14. Jenson Button (Honda) - 1:14.095
15. Vitantonio Liuzzi (STR) - 1:14.152
16. Jarno Trulli (Toyota) - 1:14.179
17. Sebastian Vettel (STR) - 1:14.409
18. Takuma Sato Super (Aguri-Honda) - 1:14.431
19. Anthony Davidson (Super Aguri) - 1:14.477
20. Mark Webber (Red Bull) - 1:14.543
21. Adrian Sutil (Spyker) - 1:15.095
22. Sakon Yamamoto (Spyker) - 1:15.715
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
John Surtees:o Campeão esquecido
terça-feira, 16 de outubro de 2007
O Nordschleife
O Nurburgring, , é o nome de uma famosa pista no localizada em Nurburg, Alemanha, construído na década de 1920 em torno da vila e castelo medieval de Nürburg, que é de cerca de 70 quilómetros a sul de Colonia e
Após a II Guerra Mundial, foram retomadas na década de 1950 as corridas e o Nurburgring Nordschleife novamente tornou-se o principal fórum para o Grande Prêmio da Alemanha como parte da Formula One World Championship (com exceção de 1959, quando foi realizada no AVUS em Berlim). Um novo grupo de Ringmeister surgiu e dominaram as corridas: Alberto Ascari, Juan Manuel Fangio, Stirling Moss, Jim Clark, John Surtees, Jackie Stewart e Jacky Ickx. Em 5 de agosto de 1961, durante a prática de 1961 German Grand Prix, Phil Hill tornou-se a primeira pessoa a completar uma volta da Nordschleife em menos de 9 minutos, com uma bonita volta de 8m 55.2s (
De acordo com as exigências dos pilotos de F1, a Nordschleife foi reconsidera pela colocação de alguns solavancos e instalando barreiras de segurança. A pista também foi estreitada, seguindo a linha da pista, o que reduziu o número oficial de curvas. O GP alemão pode ser hospedado no Ring novamente, por mais 3 anos, de
Em 1980, foi realizada pela última vez uma corrida de motos no velho Ring, passando também permanentemente a Hockenheim. Um ano mais tarde, em 1981, começou a trabalhar em com
ACIDENTES FATAIS
- 1928: Cenek Junek, primeira corrida com acidente fatal.
- 1954: Onofre Marimón, primeiro piloto de F1 a ter um acidente mortal no Ring
- 1958: Peter Collins, F1
- 1964: Carel Godin de Beaufort, F1
- 1966: John Taylor, F1
- 1969: Gerhard Mitter, F2
Existem algumas mortes e acidentes graves a cada ano, a maioria das quais estão em sessões públicas, embora geralmente acidentes em carros são hoje em dia raras e não devem ser esperados.
NORDSCHLEIFE ATUALMENTE
Ainda pode ser feitas no Nordschleife voltas com carros de passeio, e para isso basta você pagar uma taxa
KARUSSEL (o carrossel)
Apesar de ser uma das curvas mais lentas no Nordschleife, Karussell é, talvez, o seu maior ícone. A entrada para a curva é cega., e existe uma rebaixada feita de concreto para que deixe-a com um ângulo mais apropriado para que a curva seja feita. É um dos locais mais populares do circuito para fotógrafos, já que essa inclinação proporciona belas imagens.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
O lance que definiu um campeonato
domingo, 14 de outubro de 2007
Equipe da semana: Minardi
A Minardi foi criada em 1979 por Giancarlo Minardi para competir no campeonato europeu de F-2. Em 1985, a escuderia fez sua estréia oficial na Fórmula 1, disputando o GP do Brasil. O primeiro ponto na F-1 só aconteceu em 1988 com Pierluigi Martini - no GP dos Estados Unidos.
A equipe Minardi disputou um total de 345 provas na F-1 (incluindo Xangai). Seu desempenho sempre foi discreto. Nunca venceu um GP, nunca largou da pole, liderou apenas uma volta de 26.720 já completadas. E somou apenas 38 pontos em 21 anos de história.
Em anos recentes a Minardi revelou um certo jovem espanhol, nascido nas Astúrias, que sagrou-se campeão mundial em 2005. Fernando Alonso debutou na Fórmula 1, em 2001, justamente no time italiano.
Além dele, também correram pela agora extinta Minardi: Alessandro Zanardi, Andrea de Cesaris, Roberto Pupo Moreno, Christian Fittipaldi, Tarso Marques, Michele Alboreto, Giancarlo Fisichella, Jarno Trulli, Justin Wilson e Mark Webber.
A equipe foi vendida à empresa Red Bull, que criou uma equipe de acesso, que passou a se denominar de Squadra Toro Rosso, iniciando sua 1ª temporada em 2006.
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Entrevista: Nigel Mansell
Entrevista com o Leão feita após pequeno tteste com uma BMW.
Ao contrário de muitos ex-campeões, você nunca aparece em autódromos. Como você acompanha a F-1 atual?
Para ser sincero, eu assisto à largada, saio para fazer alguma coisa e depois volto para a chegada. Mas quase sempre sabemos quem vai ser o primeiro, certo? O Schumacher. Ele é fantástico. E não é ele que está estragando o esporte, como muita gente pensa. O problema também não está no regulamento esportivo. Está, sim, na tecnologia. No excesso de tecnologia.
Mas a F-1 sempre foi um laboratório para isso.
Não sou contra a tecnologia. Acho que algumas coisas têm lugar no esporte, outras não. Você já pilotou um F-1? Não? Pois com um pouco de treino, você faz uma largada igual à do Schumacher. O controle de tração nivela as largadas do melhor e do pior piloto do grid…
O que mais atrapalha?
O câmbio automático. Não vou ficar comparando a turma da minha época com os pilotos atuais. Mas antigamente, quando eu errava uma marcha, alguém me ultrapassava. Quando o Ayrton errava, eu o passava. E era comum errar marchas, porque os homens são falíveis. Os computadores não. É uma pena, porque os torcedores perdem a chance de saber quem é quem. Também acho que deveria haver uma limitação de pit stops. Um por GP, para evitar essa chatice de ultrapassagens nos boxes.
Falando sobre pilotos brasileiros. O que você achava do Senna?
Corri muito lado a lado com ele, tivemos disputas fantásticas. Quando eu estava em primeiro, sabia que ele era o segundo. E vice-versa. Achava que o Ayrton fosse à prova de balas.
E o Piquet?
Tivemos sérios problemas, mas hoje dou risadas quando lembro de algumas coisas. São coisas já superadas.
Você tem alguma vontade de voltar a correr?
Eu voltaria, sem nenhum problema, se não fosse essa rotina absurda de testes. Os pilotos testam todas as semanas, quase todos os dias. Isso eu não agüentaria mais. Mas sei que correria tranqüilamente um GP.
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Ronnie Peterson : O show-man
Peterson era um piloto que levava milhares de fãs aos autódromos apenas para vê-lo pilotar. Em Interlagos, havia disputa entre os fiscais para ficar na curva Laranjinha e ver suas atravessadas controladas. Ele fazia tomadas de curva escorregando nas quatro rodas. Na Argentina, sempre havia faixas saudando o piloto na curva mais perigosa do circuito (a Viborita).
Com Ronnie Peterson, morreu muito do espetáculo da Formula 1 à época. Ele era o verdadeiro piloto-show. Suas marcas (206 pontos, 14 pole positions e 28 corridas na liderança) são melhores que as de vários campeões da Formula 1.
A carreira de Ronnie Peterson
Ronnie Peterson nasceu em 1944, na Suécia. Entre os anos de 1963 e 1966, foi quatro vezes campeão sueco de kart. Em 1968 foi campeão da Formula 3 sueca e em 1969 correu na Formula 3 européia, vencendo o GP de Mônaco.
Em 1970 disputou 9 GPs de Formula 1 sem marcar pontos, mas já em 1971 foi vice-campeão de Jackie Stewart, marcando 54 pontos. No mesmo ano, foi campeão da Formula 2.
Em 1972 teve uma atuação mais discreta, mas voltou a andar bem no ano seguinte, marcando 52 pontos e sendo terceiro colocado no campeonato, além de conquistar 4 vitórias. Foi companheiro de equipe de Emerson Fittipaldi, na Lotus.
Em 1974, marcou 35 pontos vencendo 3 corridas. Ficou em quinto no campeonato. Em 1975 marcou apenas seis pontos e 10 no ano seguinte, 9 deles na vitória do GP da Itália.
Em 1977 pilotou o famoso Tyrrell de seis rodas, um carro "anti-Peterson", como se dizia dele, porque Peterson fazia curvas deslizando nas quatro rodas. Em 1978, de volta à Lotus, foi vice-campeão de Mario Andretti, venceu dois GPs e terminou morto no GP da Itália.
Veja os números de Ronnie Peterson na Formula 1:
Vitórias: 10
Pódios: 26
Pole positions: 14
Voltas mais rápidas: 9
Pontos: 206
GPs na liderança: 28
Voltas na liderança: 707
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Autódromo José Carlos Pace (ou só Interlagos)
Naquele 12 de julho de 1936, a cidade de São Paulo já considerada como sendo o maior Parque Industrial da América Latina acordou com uma atmosfera diferente.
Todos estavam ansiosos com o grande acontecimento do dia, o Primeiro GP de São Paulo de automobilismo, que seria realizado nas ruas e avenidas dos Jar
Naquele 12 de julho de 1936, a cidade de São Paulo já considerada como sendo o maior Parque Industrial da América Latina acordou com uma atmosfera diferente.
Todos estavam ansiosos com o grande acontecimento do dia, o Primeiro GP de São Paulo de automobilismo, que seria realizado nas ruas e avenidas dos Jardins, tendo como pista principal a Avenida Brasil.
Não seria a primeira corrida em São Paulo porém a mais importante já realizada, pois teria a presença de grandes pilotos internacionais, como Carlo Pintacuda e Attilio Marinoni, trazendo suas alfas da equipe de Enzo Ferrari. Os brasileiros tinham dois ídolos que iriam medir forças com os grandes pilotos estrangeiros, Chico Landi e o barão Manuel de Teffe.
A maior atração desta corrida estava na presença de uma piloto, a francesa Helle-Nice, loura, bonita, 36 anos, a qual causou polemica e admiração, com suas atitudes liberais e sua condição de piloto enfrentando os maiores nomes do automobilismo da época.
São Paulo parou para assistir a corrida, milhares de pessoas se espremiam em torno do circuito improvisado, tendo como única separação do publico para a pista fardos de feno. O tamanho do publico presente era mais uma demonstração do amor que a população paulistana tinha por automóveis e suas corridas.
Dada à largada o piloto Carlo Pintacuda disparou na frente, seguido do companheiro de equipe Attilio Marinoni, confirmando o favoritismo da equipe italiana. Esta situação continuou até o final com os italianos chegando em primeiro e segundo lugares, mas a disputa mais espetacular era pelo terceiro lugar entre o brasileiro Barão de Teffe e a francesa Helle-Nice. O Barão em terceiro lugar estava sendo pressionado pela francesa a varias voltas, mas mantinha a posição. Ao final da última volta a francesa na entrada da reta emparelhou com o Barão a fim de ultrapassá-lo, mas ambos se tocaram e o carro da piloto francesa Helle-Nice desgovernado acidentou-se. O saldo do acidente foi a internação da piloto Helle- Nice em estado grave, quatro mortos e trinta e sete gravemente feridos, sendo a maioria pisoteada no tumulto que se seguiu ao acidente.
A cidade estava em estado de choque, a população consternada, as autoridades preocupadas e o futuro das corridas seriamente ameaçado.
Estava comprovado que os circuitos de rua não ofereciam as condições mínimas de segurança e os promotores e aficionados pelas corridas estavam com um grande problema a ser resolvido.
A resposta deste problema estava há vinte quilômetros do local do acidente.
| A empresa Auto –Estradas S/A, de propriedade do eng. Britânico Luiz Romero Sanson, iniciou em 1926, um novo projeto imobiliário chamado bairro Balneário Satélite da Capital, localizado em uma área distante entre os lagos das represas Billings e Guarapiranga. O empresário Sanson era um homen com o ritmo da cidade que escolheu para morar, empreendedor e dinâmico, foi responsável por várias obras na capital, como a primeira estrada de concreto denominada Auto –Estrada Washington Luis (a atual Av. Washington Luis) e outras. Neste novo empreendimento o eng. Sanson já planejava várias benfeitorias para alavancar a venda de terrenos do novo empreendimento. Seus planos eram ousados e entre eles estava a construção de um autódromo. Suas idéias não paravam ai, pois dentro da área do novo autódromo ele planejava instalar quadras, lagos para a prática náutica e um estádio com pista de atletismo. A crise da economia mundial o impediu de continuar com todos os planos, mas o autódromo estava a caminho. |
Para a construção do autódromo Sanson escolheu um terreno que nas palavras de moradores da época era “enorme buraco”, mas que como veremos foi sabiamente escolhido. O formato permitia que a visão do público fosse privilegiada e que o traçado aproveitasse naturalmente sua geografia para permitir subidas e descidas. Sanson estudou vários autódromos para desenhar o traçado (Brooklands- Inglaterra,Indianápolis-EUA, Trípoli-Italia) e utilizando sua experiência de construtor de estradas criou um traçado considerado mundialmente como um dos melhores.
Ao final das obras, o circuito tinha um traçado de 7.823 metros de extensão, curvas de alta e baixa velocidade e retas longas formando um conjunto que viraria a síntese de um traçado perfeito
Por sugestão do arquiteto francês Alfred Agache que havia sido contratado para desenvolver o loteamento, o nome do empreendimento deveria ser mudado, sugerindo duas alternativas, a saber, Intralagos ou Interlagos.
A decisão coube a filha do eng. Sanson, Jean Romero Sanson, que em uma visita com o pai escolheu o nome, INTERLAGOS, o mito agora tem nome.
Finalmente, no dia 12 de maio de 1940, o espaço abre oficialmente suas portas. Cerca de 15 mil pessoas assistiram ao Grande Prêmio São Paulo, cujo vencedor, o piloto Arthur Nascimento Júnior, percorreu as 25 voltas da prova em 1 hora, 46 minutos e 44 segundos. Ele pilotava uma Alfa Romeo 3.500 cc. O segundo colocado foi Francisco Landi (Chico Landi), com um Maserati 3.000 cc; Geraldo Avelar, com outra Alfa Romeo, chegou em terceiro. Sendo que 17 não conseguiram se classificar (não fizeram o tempo mínimo de 5min30seg para uma volta completa)
Conta o Barão Wilson Fittipaldi, um dos maiores nomes do automobilismo brasileiro, que "naquele final dos anos trinta, ir a Interlagos era uma novela . Pagava-se pedágio de mil e poucos réis para passar sobre uma ponte limítrofe a pista, porque a estrada de acesso ao autódromo cortava um loteamento pertencente a companhia Auto-Estradas, construtora do circuito”.
Na corrida de motos o vencedor foi Hans Havache pilotando uma BMW.
Interlagos era uma realidade, o automobilismo nacional nunca mais seria o mesmo.
A partir de 1943, com a segunda guerra em andamento, o governo brasileiro suspendeu todas as corridas automobilísticas no Brasil devido ao racionamento de combustível. Com essa resolução os carros foram adaptados para utilizar gasogênio e durante dois anos Interlagos foi palco de diversas corridas com carros movidos por esse combustível.
Em 1946 as corridas voltaram a utilizar gasolina como combustível tendo sempre Interlagos como palco principal.
Em 1947 foi disputada a primeira prova Internacional de Carros Grand Prix (percussores dos Fórmula 1). Nesta prova varias equipes européias estiveram presentes e seu ganhador foi o piloto italiano Achille Varzi da equipe Alfa-Romeo e com Chico Landi em segundo lugar.
Nesta corrida foi registrado o primeiro acidente fatal em Interlagos, quando com o estouro de um pneu o italiano Villoresi perdeu o controle de sua Maserati e feriu vários espectadores com a morte de um deles. O problema do público assistindo as corridas ao lado da pista em Interlagos só seria resolvido com a fase moderna da pista na década de 70.´
Em 1951 Interlagos foi palco da primeira corrida de longa duração “as 24 horas de Interlagos”.
Interlagos já era uma realidade, seu traçado elogiado e reconhecido internacionalmente como um dos melhores do mundo. Os paulistanos se acostumaram a ir a Interlagos seja para assistir corridas ou mesmo para passear.
O Brasil estava mudando e, a partir de 1952, o Presidente Getulio Vargas instituiu o “Plano Nacional de Estimulo a Produção de Autopeças e a Implantação Gradativa da Indústria Automobilística no Brasil”. Esta medida acelerou a nacionalização dos automóveis montados no Brasil e criou condições para a entrada de novas montadoras.
Interlagos seria fundamental para o processo de desenvolvimento de peças e veículos como mostra o centro de pesquisas da DKW, que estipulava o seguinte cálculo, a saber, 16 para 1, ou seja, a cada mil quilômetros rodados em Interlagos em ritmo de corrida equivalia a 16 mil quilômetros em testes na rua!
Em 1954 a empresa Auto-Estradas S/A vendeu o autódromo para a Prefeitura de São Paulo, que organizou , no mesmo ano, o Grande Premio IV Centenário da Cidade de São Paulo. Em uma corrida emocionante com a participação de vários pilotos estrangeiros e grandes publico embaixo de muita chuva o vencedor foi o suíço Emmanuel de Graffenried pilotando um maserati.
As provas se sucediam sempre com grande sucesso e o automobilismo nacional se desenvolvia constantemente.
Em 1956 foi promovida as primeiras mil milhas brasileiras, que se tornou um marco no automobilismo brasileiro. Organizada pela dupla Eloy Gagliano e Wilson Fittipaldi em moldes profissionais com apoio da mídia e de patrocinadores esta corrida obteve o envolvimento das empresas de autopeças e montadoras transformando o perfil de nosso automobilismo.
Em sua primeira edição, realizada nos dias 24 e 25 de novembro de 1956, 31 carros largaram para o delírio de mais de 30 mil pessoas que assitiam a prova. A vitória foi da dupla Catharino Andreatta e Breno Fornari pilotando uma carretera Ford. A corrida foi um sucesso de publico e critica, transformando as Mil Milhas Brasileiras na mais tradicional corrida do Brasil, com não poderia deixar de ser seu palco sempre foi Interlagos (somente duas edições foram feitas em outras pistas).
O Brasil tinha um novo Presidente, Juscelino Kubitschek, que aumentou o esforço político para uma nova fase de industrialização com a criação do GEIA – Grupo Executivo da Indústria Automobilística.
Assim, o automobilismo entra em nova fase que só poderia ter como palco o Autódromo de Interlagos.
A nova fase do automobilismo brasileiro, neste período, foi representado pelas equipes das fábricas, DKW-VEMAG, WILLYS, SIMCA e das equipes privadas como a DACON a JOLLY e a FITTI.
Interlagos era ainda o único autódromo brasileiro e toda a indústria automobilística, com exceção da FNM no Rio de Janeiro, ficava em São Paulo, portanto Interlagos era a casa de nosso automobilismo.
Desde sua inauguração, Interlagos estava incompleto, pois faltavam arquibancadas, banheiros, instalações elétricas e infra-estrutura básica.
A pista com mais de 20 anos pedia recapeamento e cuidados de drenagem e topografia. Interlagos não contava com áreas de escape, a pista terminava no barranco!
A partir de 1966 a crise econômica atingiu as montadoras e todas as equipes de fábrica foram fechadas causando uma diminuição das corridas no Brasil.
Interlagos foi fechado para reformas no final de 1967, sendo reaberto em 1 de março de 1970.
Foi só em 1969 que aconteceu a primeira grande reforma do espaço. Na reinauguração, em 29 de fevereiro de 1970, foi realizada uma prova do campeonato internacional de Fórmula Ford, vencida pelo jovem Emerson Fittipaldi, que estava em início de carreira.
Em 1971, Interlagos passou por nova reforma para abrigar no ano seguinte, pela primeira vez, um GP de Fórmula 1. O espaço ganhou guias, sarjetas, galerias para águas pluviais, alambrados nas áreas dos boxes, lavadeiras na pista, túnel para acesso ao interior do circuito e um edifício de quatro andares com dependências para rádio, televisão e tribuna de honra.
Após 30 anos Interlagos se completa voltando ao automobilismo brasileiro para viver o momento de maior gloria do esporte no Brasil.
O talento do piloto brasileiro passava a ser conhecido fora do Brasil, uma vez que Emerson Fittipaldi consagrou-se campeão da Fórmula Ford e Fórmula 3 em 1969, estreando em 1970 na Fórmula 1, ganhando seu primeiro título mundial na categoria em 1972.
Neste mesmo ano Interlagos viveria o seu apogeu, pois receberia pela primeira vez a Fórmula 1 em uma corrida extra campeonato para homologar a pista para que nas próximas temporadas fizesse parte oficial do circuito da Fórmula 1.
Nesta corrida o publico lotou Interlagos torcendo pelos pilotos brasileiros Emerson Fittipaldi na Lótus, Wilson Fittipaldi JR na Brabham, Jose Carlos Pacce na Willians e Luiz Pereira Bueno na March, contudo em decorrência de ser esta uma corrida extra campeonato não vieram todas as equipes que faziam parte do campeonato, pelo que largaram ao todo treze carros no primeiro GP de Fórmula 1 de Interlagos. A corrida foi ganha pelo argentino Carlos Reutemann guiando um Brabham – Ford. Interlagos foi aprovado e, a partir 1973 faria parte do calendário da Fórmula 1, razão pela qual seu traçado passaria a fazer parte das histórias da principal categoria do automobilismo internacional.
No automobilismo interno Interlagos viu nascer às novas categorias que estavam renovando nosso automobilismo, quais sejam, Divisão 3, Divisão 4, Fórmula Ford, Fórmula V, Fórmula Super V e Stock-car .
Interlagos sediou o GP Brasil de F1 de 1973 até 1977, sendo que em 1978 o GP foi disputado em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Em 1979 e 1980 o GP voltou para Interlagos.
A partir de 1981 o GP Brasil de F1 passa a ser realizado em Jacarepaguá, Rio de Janeiro, voltando a ser realizado em Interlagos em 1990.
Durante esta década Interlagos foi utilizado por todas as categorias nacionais cumprindo seu papel de celeiro do automobilismo brasileiro, no principal centro que é São Paulo
Outra grande contribuição do Autódromo foi o desenvolvimento de atividades econômicas em seu entorno, pois durante os anos 70 e 80 toda a região teve um incremento em atividades voltadas para o automobilismo que estão presentes até os dias atuais.
A Fórmula 1 havia mudado completamente a alta tecnologia, os interesses comerciais e de mídia tinham transformado a categoria em uma atração mundial. Interlagos não havia mudado, seu traçado de mais de 7 quilômetros, seu asfalto irregular suas pequenas áreas de escape e suas curvas velocíssimas não mais combinavam com a moderna Fórmula 1.
Em 1989 a Prefeitura da Cidade de São Paulo com o apoio da Confederação Brasileira de Automobilismo iniciaram tratativas para trazer de volta a Interlagos o GP Brasil de F1.
Iniciou-se uma grande e polêmica reforma que mudaria completamente o traçado de Interlagos. Esta reforma visava adequar o autódromo a realidade da Fórmula 1, tais como, pista menor, mais segurança, mais comodidade para o público e acima de tudo mais facilidade para as transmissões de tv para o mundo todo. As primeiras alterações propostas para a pista a deixaria com 4800 m de comprimento e a possibilidade de se utilizar o antigo traçado para outras categorias, dessa forma, preservando o que Interlagos tinha de melhor.
Mas esse desenho proposto por Francisco Rosa, engenheiro, admistrador do autódromo e um nome histórico do automobilismo brasileiro, não foi aceito pelos dirigentes da FOCA que controlavam os interesses da F1.
A opção foi um traçado menor que inviabilizava uma possível utilização do circuito antigo. Esta versão prevaleceu e posteriormente teve uma alteração feita a pedido do piloto Airton Senna, já campeão do mundo e que ficou conhecido como ‘S’do Senna e ficou imortalizado como os antigos nomes das curvas do antigo traçado.
Estas reformas revitalizaram Interlagos que passou a ter 4.309 metros de extensão. Foram construídos 23 novos boxes, sala de imprensa, torre de cronometragem e centro médico, sob a orientação do arquiteto Carlos Roberto Montagner.
A F1 continua em Interlagos, assim como todas as categorias nacionais, sua historia continua sendo escrita com esforço e dedicação de gerações que construíram a fama do automobilismo brasileiro tendo Interlagos como seu palco principal.
Uma das características marcantes de Interlagos são os nomes dados as curvas do traçado, essa tradição era maior no circuito antigo mas manteve-se no novo, inclusive com algumas novas contribuições. Difícil é saber o que é realidade e o que é o mito, mas isso faz parte de lugares mágicos como Interlagos.
Curvas 1 e 2 – Estas curvas do traçado original ficaram com sua identificação por números , mas dizia-se que ela separava os meninos dos homens , pois os homens contornavam a 1 e 2 de `` pé embaixo ``, ainda mais sabendo-se que nas áreas de escape das curvas haviam enormes eucaliptos que literalmente abraçavam os carros que saiam da pista.
Curva 3 – Curva de alta velocidade que determinava o ritmo da 1º parte do miolo de Interlagos.
Curva do sol – passou a ter esse nome pois toda vez que se entrava nela o sol atrapalhava a visão do piloto . Não podemos esquecer que esta situação ocorria no circuito antigo, já que naquela época a curva era feita em outro sentido.
Curva do Sargento- Conta-se que após uma corrida um sargento da força pública que fazia o policiamento do evento, entusiasmado com a corrida entrou com sua viatura para andar na pista , mas ao chegar nesta curva rodou tentou de novo e... rodou, assim foi batizada mais uma curva em Interlagos.
Curva do laranja- Nunca houve nenhum pé de laranja nesta curva , seu nome vem da dificuldade em faze-la, já que não se tem visão total da curva , e os pilotos inexperientes ou laranjas, sempre erravam sua tangência.
Curva da ferradura – Seu formato é muito parecido com o de uma ferradura.
Curva do pinheirinho- Havia um pinheiro que se localizava na área de escape da curva, e que sempre era ``acertado`` pelos carros que saíam da pista.
Curva bico de pato- Neste caso a explicação é a semelhança da curva com o bico de um pato.
Curva da junção- No antigo traçado esta curva ligava o circuito externo ao miolo da pista, atualmente é a junção da parte mista da pista com a subida dos boxes.
Curva S do Senna- Durante a reforma que mudou completamente o traçado de Interlagos, o piloto Airton Senna propôs que fosse feito um S ligando a reta dos boxes à curva do sol, melhorando o traçado que estava proposto.
Naquele 12 de julho de 1936, a cidade de São Paulo já considerada como sendo o maior Parque Industrial da América Latina acordou com uma atmosfera diferente.
Todos estavam ansiosos com o grande acontecimento do dia, o Primeiro GP de São Paulo de automobilismo, que seria realizado nas ruas e avenidas dos Jardins, tendo como pista principal a Avenida Brasil.
Não seria a primeira corrida em São Paulo porém a mais importante já realizada, pois teria a presença de grandes pilotos internacionais, como Carlo Pintacuda e Attilio Marinoni, trazendo suas alfas da equipe de Enzo Ferrari. Os brasileiros tinham dois ídolos que iriam medir forças com os grandes pilotos estrangeiros, Chico Landi e o barão Manuel de Teffe.
A maior atração desta corrida estava na presença de uma piloto, a francesa Helle-Nice, loura, bonita, 36 anos, a qual causou polemica e admiração, com suas atitudes liberais e sua condição de piloto enfrentando os maiores nomes do automobilismo da época.
São Paulo parou para assistir a corrida, milhares de pessoas se espremiam em torno do circuito improvisado, tendo como única separação do publico para a pista fardos de feno. O tamanho do publico presente era mais uma demonstração do amor que a população paulistana tinha por automóveis e suas corridas.
Dada à largada o piloto Carlo Pintacuda disparou na frente, seguido do companheiro de equipe Attilio Marinoni, confirmando o favoritismo da equipe italiana. Esta situação continuou até o final com os italianos chegando em primeiro e segundo lugares, mas a disputa mais espetacular era pelo terceiro lugar entre o brasileiro Barão de Teffe e a francesa Helle-Nice. O Barão em terceiro lugar estava sendo pressionado pela francesa a varias voltas, mas mantinha a posição. Ao final da última volta a francesa na entrada da reta emparelhou com o Barão a fim de ultrapassá-lo, mas ambos se tocaram e o carro da piloto francesa Helle-Nice desgovernado acidentou-se. O saldo do acidente foi a internação da piloto Helle- Nice em estado grave, quatro mortos e trinta e sete gravemente feridos, sendo a maioria pisoteada no tumulto que se seguiu ao acidente.
A cidade estava em estado de choque, a população consternada, as autoridades preocupadas e o futuro das corridas seriamente ameaçado.
dins, tendo como pista principal a Avenida Brasil.
Não seria a primeira corrida em São Paulo porém a mais importante já realizada, pois teria a presença de grandes pilotos internacionais, como Carlo Pintacuda e Attilio Marinoni, trazendo suas alfas da equipe de Enzo Ferrari. Os brasileiros tinham dois ídolos que iriam medir forças com os grandes pilotos estrangeiros, Chico Landi e o barão Manuel de Teffe.
A maior atração desta corrida estava na presença de uma piloto, a francesa Helle-Nice, loura, bonita, 36 anos, a qual causou polemica e admiração, com suas atitudes liberais e sua condição de piloto enfrentando os maiores nomes do automobilismo da época.
São Paulo parou para assistir a corrida, milhares de pessoas se espremiam em torno do circuito improvisado, tendo como única separação do publico para a pista fardos de feno. O tamanho do publico presente era mais uma demonstração do amor que a população paulistana tinha por automóveis e suas corridas.
Dada à largada o piloto Carlo Pintacuda disparou na frente, seguido do companheiro de equipe Attilio Marinoni, confirmando o favoritismo da equipe italiana. Esta situação continuou até o final com os italianos chegando em primeiro e segundo lugares, mas a disputa mais espetacular era pelo terceiro lugar entre o brasileiro Barão de Teffe e a francesa Helle-Nice. O Barão em terceiro lugar estava sendo pressionado pela francesa a varias voltas, mas mantinha a posição. Ao final da última volta a francesa na entrada da reta emparelhou com o Barão a fim de ultrapassá-lo, mas ambos se tocaram e o carro da piloto francesa Helle-Nice desgovernado acidentou-se. O saldo do acidente foi a internação da piloto Helle- Nice em estado grave, quatro mortos e trinta e sete gravemente feridos, sendo a maioria pisoteada no tumulto que se seguiu ao acidente.
A cidade estava em estado de choque, a população consternada, as autoridades preocupadas e o futuro das corridas seriamente ameaçado.
Estava comprovado que os circuitos de rua não ofereciam as condições mínimas de segurança e os promotores e aficionados pelas corridas estavam com um grande problema a ser resolvido.
A resposta deste problema estava há vinte quilômetros do local do acidente.
| A empresa Auto –Estradas S/A, de propriedade do eng. Britânico Luiz Romero Sanson, iniciou em 1926, um novo projeto imobiliário chamado bairro Balneário Satélite da Capital, localizado em uma área distante entre os lagos das represas Billings e Guarapiranga. O empresário Sanson era um homen com o ritmo da cidade que escolheu para morar, empreendedor e dinâmico, foi responsável por várias obras na capital, como a primeira estrada de concreto denominada Auto –Estrada Washington Luis (a atual Av. Washington Luis) e outras. Neste novo empreendimento o eng. Sanson já planejava várias benfeitorias para alavancar a venda de terrenos do novo empreendimento. Seus planos eram ousados e entre eles estava a construção de um autódromo. Suas idéias não paravam ai, pois dentro da área do novo autódromo ele planejava instalar quadras, lagos para a prática náutica e um estádio com pista de atletismo. A crise da economia mundial o impediu de continuar com todos os planos, mas o autódromo estava a caminho. |
Para a construção do autódromo Sanson escolheu um terreno que nas palavras de moradores da época era “enorme buraco”, mas que como veremos foi sabiamente escolhido. O formato permitia que a visão do público fosse privilegiada e que o traçado aproveitasse naturalmente sua geografia para permitir subidas e descidas. Sanson estudou vários autódromos para desenhar o traçado (Brooklands- Inglaterra,Indianápolis-EUA, Trípoli-Italia) e utilizando sua experiência de construtor de estradas criou um traçado considerado mundialmente como um dos melhores.
Ao final das obras, o circuito tinha um traçado de 7.823 metros de extensão, curvas de alta e baixa velocidade e retas longas formando um conjunto que viraria a síntese de um traçado perfeito
Por sugestão do arquiteto francês Alfred Agache que havia sido contratado para desenvolver o loteamento, o nome do empreendimento deveria ser mudado, sugerindo duas alternativas, a saber, Intralagos ou Interlagos.
A decisão coube a filha do eng. Sanson, Jean Romero Sanson, que em uma visita com o pai escolheu o nome, INTERLAGOS, o mito agora tem nome.
Finalmente, no dia 12 de maio de 1940, o espaço abre oficialmente suas portas. Cerca de 15 mil pessoas assistiram ao Grande Prêmio São Paulo, cujo vencedor, o piloto Arthur Nascimento Júnior, percorreu as 25 voltas da prova em 1 hora, 46 minutos e 44 segundos. Ele pilotava uma Alfa Romeo 3.500 cc. O segundo colocado foi Francisco Landi (Chico Landi), com um Maserati 3.000 cc; Geraldo Avelar, com outra Alfa Romeo, chegou em terceiro. Sendo que 17 não conseguiram se classificar (não fizeram o tempo mínimo de 5min30seg para uma volta completa)
Conta o Barão Wilson Fittipaldi, um dos maiores nomes do automobilismo brasileiro, que "naquele final dos anos trinta, ir a Interlagos era uma novela . Pagava-se pedágio de mil e poucos réis para passar sobre uma ponte limítrofe a pista, porque a estrada de acesso ao autódromo cortava um loteamento pertencente a companhia Auto-Estradas, construtora do circuito”.
Na corrida de motos o vencedor foi Hans Havache pilotando uma BMW.
Interlagos era uma realidade, o automobilismo nacional nunca mais seria o mesmo.
A partir de 1943, com a segunda guerra em andamento, o governo brasileiro suspendeu todas as corridas automobilísticas no Brasil devido ao racionamento de combustível. Com essa resolução os carros foram adaptados para utilizar gasogênio e durante dois anos Interlagos foi palco de diversas corridas com carros movidos por esse combustível.
Em 1946 as corridas voltaram a utilizar gasolina como combustível tendo sempre Interlagos como palco principal.
Em 1947 foi disputada a primeira prova Internacional de Carros Grand Prix (percussores dos Fórmula 1). Nesta prova varias equipes européias estiveram presentes e seu ganhador foi o piloto italiano Achille Varzi da equipe Alfa-Romeo e com Chico Landi em segundo lugar.
Nesta corrida foi registrado o primeiro acidente fatal em Interlagos, quando com o estouro de um pneu o italiano Villoresi perdeu o controle de sua Maserati e feriu vários espectadores com a morte de um deles. O problema do público assistindo as corridas ao lado da pista em Interlagos só seria resolvido com a fase moderna da pista na década de 70.´
Em 1951 Interlagos foi palco da primeira corrida de longa duração “as 24 horas de Interlagos”.
Interlagos já era uma realidade, seu traçado elogiado e reconhecido internacionalmente como um dos melhores do mundo. Os paulistanos se acostumaram a ir a Interlagos seja para assistir corridas ou mesmo para passear.
O Brasil estava mudando e, a partir de 1952, o Presidente Getulio Vargas instituiu o “Plano Nacional de Estimulo a Produção de Autopeças e a Implantação Gradativa da Indústria Automobilística no Brasil”. Esta medida acelerou a nacionalização dos automóveis montados no Brasil e criou condições para a entrada de novas montadoras.
Interlagos seria fundamental para o processo de desenvolvimento de peças e veículos como mostra o centro de pesquisas da DKW, que estipulava o seguinte cálculo, a saber, 16 para 1, ou seja, a cada mil quilômetros rodados em Interlagos em ritmo de corrida equivalia a 16 mil quilômetros em testes na rua!
Em 1954 a empresa Auto-Estradas S/A vendeu o autódromo para a Prefeitura de São Paulo, que organizou , no mesmo ano, o Grande Premio IV Centenário da Cidade de São Paulo. Em uma corrida emocionante com a participação de vários pilotos estrangeiros e grandes publico embaixo de muita chuva o vencedor foi o suíço Emmanuel de Graffenried pilotando um maserati.
As provas se sucediam sempre com grande sucesso e o automobilismo nacional se desenvolvia constantemente.
Em 1956 foi promovida as primeiras mil milhas brasileiras, que se tornou um marco no automobilismo brasileiro. Organizada pela dupla Eloy Gagliano e Wilson Fittipaldi em moldes profissionais com apoio da mídia e de patrocinadores esta corrida obteve o envolvimento das empresas de autopeças e montadoras transformando o perfil de nosso automobilismo.
Em sua primeira edição, realizada nos dias 24 e 25 de novembro de 1956, 31 carros largaram para o delírio de mais de 30 mil pessoas que assitiam a prova. A vitória foi da dupla Catharino Andreatta e Breno Fornari pilotando uma carretera Ford. A corrida foi um sucesso de publico e critica, transformando as Mil Milhas Brasileiras na mais tradicional corrida do Brasil, com não poderia deixar de ser seu palco sempre foi Interlagos (somente duas edições foram feitas em outras pistas).
O Brasil tinha um novo Presidente, Juscelino Kubitschek, que aumentou o esforço político para uma nova fase de industrialização com a criação do GEIA – Grupo Executivo da Indústria Automobilística.
Assim, o automobilismo entra em nova fase que só poderia ter como palco o Autódromo de Interlagos.
A nova fase do automobilismo brasileiro, neste período, foi representado pelas equipes das fábricas, DKW-VEMAG, WILLYS, SIMCA e das equipes privadas como a DACON a JOLLY e a FITTI.
Interlagos era ainda o único autódromo brasileiro e toda a indústria automobilística, com exceção da FNM no Rio de Janeiro, ficava em São Paulo, portanto Interlagos era a casa de nosso automobilismo.
Desde sua inauguração, Interlagos estava incompleto, pois faltavam arquibancadas, banheiros, instalações elétricas e infra-estrutura básica.
A pista com mais de 20 anos pedia recapeamento e cuidados de drenagem e topografia. Interlagos não contava com áreas de escape, a pista terminava no barranco!
A partir de 1966 a crise econômica atingiu as montadoras e todas as equipes de fábrica foram fechadas causando uma diminuição das corridas no Brasil.
Interlagos foi fechado para reformas no final de 1967, sendo reaberto em 1 de março de 1970.
Foi só em 1969 que aconteceu a primeira grande reforma do espaço. Na reinauguração, em 29 de fevereiro de 1970, foi realizada uma prova do campeonato internacional de Fórmula Ford, vencida pelo jovem Emerson Fittipaldi, que estava em início de carreira.
Em 1971, Interlagos passou por nova reforma para abrigar no ano seguinte, pela primeira vez, um GP de Fórmula 1. O espaço ganhou guias, sarjetas, galerias para águas pluviais, alambrados nas áreas dos boxes, lavadeiras na pista, túnel para acesso ao interior do circuito e um edifício de quatro andares com dependências para rádio, televisão e tribuna de honra.
Após 30 anos Interlagos se completa voltando ao automobilismo brasileiro para viver o momento de maior gloria do esporte no Brasil.
O talento do piloto brasileiro passava a ser conhecido fora do Brasil, uma vez que Emerson Fittipaldi consagrou-se campeão da Fórmula Ford e Fórmula 3 em 1969, estreando em 1970 na Fórmula 1, ganhando seu primeiro título mundial na categoria em 1972.
Neste mesmo ano Interlagos viveria o seu apogeu, pois receberia pela primeira vez a Fórmula 1 em uma corrida extra campeonato para homologar a pista para que nas próximas temporadas fizesse parte oficial do circuito da Fórmula 1.
Nesta corrida o publico lotou Interlagos torcendo pelos pilotos brasileiros Emerson Fittipaldi na Lótus, Wilson Fittipaldi JR na Brabham, Jose Carlos Pacce na Willians e Luiz Pereira Bueno na March, contudo em decorrência de ser esta uma corrida extra campeonato não vieram todas as equipes que faziam parte do campeonato, pelo que largaram ao todo treze carros no primeiro GP de Fórmula 1 de Interlagos. A corrida foi ganha pelo argentino Carlos Reutemann guiando um Brabham – Ford. Interlagos foi aprovado e, a partir 1973 faria parte do calendário da Fórmula 1, razão pela qual seu traçado passaria a fazer parte das histórias da principal categoria do automobilismo internacional.
No automobilismo interno Interlagos viu nascer às novas categorias que estavam renovando nosso automobilismo, quais sejam, Divisão 3, Divisão 4, Fórmula Ford, Fórmula V, Fórmula Super V e Stock-car .
Interlagos sediou o GP Brasil de F1 de 1973 até 1977, sendo que em 1978 o GP foi disputado em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Em 1979 e 1980 o GP voltou para Interlagos.
A partir de 1981 o GP Brasil de F1 passa a ser realizado em Jacarepaguá, Rio de Janeiro, voltando a ser realizado em Interlagos em 1990.
Durante esta década Interlagos foi utilizado por todas as categorias nacionais cumprindo seu papel de celeiro do automobilismo brasileiro, no principal centro que é São Paulo
Outra grande contribuição do Autódromo foi o desenvolvimento de atividades econômicas em seu entorno, pois durante os anos 70 e 80 toda a região teve um incremento em atividades voltadas para o automobilismo que estão presentes até os dias atuais.
A Fórmula 1 havia mudado completamente a alta tecnologia, os interesses comerciais e de mídia tinham transformado a categoria em uma atração mundial. Interlagos não havia mudado, seu traçado de mais de 7 quilômetros, seu asfalto irregular suas pequenas áreas de escape e suas curvas velocíssimas não mais combinavam com a moderna Fórmula 1.
Em 1989 a Prefeitura da Cidade de São Paulo com o apoio da Confederação Brasileira de Automobilismo iniciaram tratativas para trazer de volta a Interlagos o GP Brasil de F1.
Iniciou-se uma grande e polêmica reforma que mudaria completamente o traçado de Interlagos. Esta reforma visava adequar o autódromo a realidade da Fórmula 1, tais como, pista menor, mais segurança, mais comodidade para o público e acima de tudo mais facilidade para as transmissões de tv para o mundo todo. As primeiras alterações propostas para a pista a deixaria com 4800 m de comprimento e a possibilidade de se utilizar o antigo traçado para outras categorias, dessa forma, preservando o que Interlagos tinha de melhor.
Mas esse desenho proposto por Francisco Rosa, engenheiro, admistrador do autódromo e um nome histórico do automobilismo brasileiro, não foi aceito pelos dirigentes da FOCA que controlavam os interesses da F1.
A opção foi um traçado menor que inviabilizava uma possível utilização do circuito antigo. Esta versão prevaleceu e posteriormente teve uma alteração feita a pedido do piloto Airton Senna, já campeão do mundo e que ficou conhecido como ‘S’do Senna e ficou imortalizado como os antigos nomes das curvas do antigo traçado.
Estas reformas revitalizaram Interlagos que passou a ter 4.309 metros de extensão. Foram construídos 23 novos boxes, sala de imprensa, torre de cronometragem e centro médico, sob a orientação do arquiteto Carlos Roberto Montagner.
A F1 continua em Interlagos, assim como todas as categorias nacionais, sua historia continua sendo escrita com esforço e dedicação de gerações que construíram a fama do automobilismo brasileiro tendo Interlagos como seu palco principal.
Uma das características marcantes de Interlagos são os nomes dados as curvas do traçado, essa tradição era maior no circuito antigo mas manteve-se no novo, inclusive com algumas novas contribuições. Difícil é saber o que é realidade e o que é o mito, mas isso faz parte de lugares mágicos como Interlagos.
Curvas 1 e 2 – Estas curvas do traçado original ficaram com sua identificação por números , mas dizia-se que ela separava os meninos dos homens , pois os homens contornavam a 1 e 2 de `` pé embaixo ``, ainda mais sabendo-se que nas áreas de escape das curvas haviam enormes eucaliptos que literalmente abraçavam os carros que saiam da pista.
Curva 3 – Curva de alta velocidade que determinava o ritmo da 1º parte do miolo de Interlagos.
Curva do sol – passou a ter esse nome pois toda vez que se entrava nela o sol atrapalhava a visão do piloto . Não podemos esquecer que esta situação ocorria no circuito antigo, já que naquela época a curva era feita em outro sentido.
Curva do Sargento- Conta-se que após uma corrida um sargento da força pública que fazia o policiamento do evento, entusiasmado com a corrida entrou com sua viatura para andar na pista , mas ao chegar nesta curva rodou tentou de novo e... rodou, assim foi batizada mais uma curva em Interlagos.
Curva do laranja- Nunca houve nenhum pé de laranja nesta curva , seu nome vem da dificuldade em faze-la, já que não se tem visão total da curva , e os pilotos inexperientes ou laranjas, sempre erravam sua tangência.
Curva da ferradura – Seu formato é muito parecido com o de uma ferradura.
Curva do pinheirinho- Havia um pinheiro que se localizava na área de escape da curva, e que sempre era ``acertado`` pelos carros que saíam da pista.
Curva bico de pato- Neste caso a explicação é a semelhança da curva com o bico de um pato.
Curva da junção- No antigo traçado esta curva ligava o circuito externo ao miolo da pista, atualmente é a junção da parte mista da pista com a subida dos boxes.
Curva S do Senna- Durante a reforma que mudou completamente o traçado de Interlagos, o piloto Airton Senna propôs que fosse feito um S ligando a reta dos boxes à curva do sol, melhorando o traçado que estava proposto.

